Saúde Pública: VACINAÇÃO

As vacinas salvam vidas

As vacinas permitem salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença do que qualquer tratamento médico.A introdução de campanhas dos vacinação contribuiu, em todo o mundo, para a diminuição da incidência das doenças evitáveis pela vacinação.Como consequência directa da vacinação a varíola foi erradicada em 1980, a poliomielite está em vias de ser erradicada e o sarampo pode também vir a ser extinto.Assim, existe um elevado número de indivíduos imunes na população, um menor número de susceptíveis e uma probabilidade menor de vir a contrair determinadas infecções na infância

_  DESCRIÇÃO
O PNV de 2006 inclui as vacinas contra a tuberculose, a hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, a doença invasiva por Haemophilus influenzae do serotipo b, o sarampo, a parotidite epidémica, a rubéola e a doença invasiva por Neisseria meningitidis do serogrupo C.
_  GRUPOS DE RISCO
Para que o PNV continue a ser um êxito é necessário manter as elevadas coberturas vacinais atingidas para todas as vacinas do Programa. Salientam-se três objectivos particularmente importantes: a consolidação da eliminação da poliomielite, a manutenção de elevadas taxas de cobertura vacinal contra o sarampo e a rubéola de forma a eliminar estas doenças do país e a vacinação de adultos contra o tétano.
_  PREVENÇÃO
O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é um programa universal, gratuito e acessível a todas as pessoas presentes em Portugal. Apresenta um esquema de vacinação recomendado que constitui uma “receita universal”.A intervenção ao nível de certas comunidades locais reveste-se de especial importância, nomeadamente, como forma de prevenir a disseminação, a partir de casos importados, de doenças infecciosas que se encontram eliminadas do nosso país (ex: poliomielite) ou em fase de eliminação (ex: sarampo).Somente taxas de cobertura vacinal muito elevadas, de cerca de 95%, permitem obter imunidade de grupo. No caso do tétano, em que a protecção é individual, apenas uma cobertura vacinal de 100% evitaria o aparecimento de casos.
_  ACONSELHAMENTO

A Ficha Individual de Vacinação deve constar do ficheiro existente no centro de saúde ou noutro serviço onde o indivíduo é habitualmente vacinado. Nos hospitais/maternidades, que administram BCG e a primeira dose de vacina contra a hepatite B, não se justifica a abertura de uma Ficha Individual de Vacinação. Nestes casos, os actos vacinais serão registados no processo clínico.

Nos hospitais/maternidades que administram aquelas vacinas, serão preenchidos o Boletim Individual de Saúde e os Mapas referidos no ponto seguinte.Quando um indivíduo receber vacinas num centro de saúde/serviço diferente daquele onde é habitualmente vacinado, as mesmas devem ser registadas no respectivo Boletim. Estes centros de saúde/serviços enviarão obrigatoriamente ao centro de saúde da área de residência do indivíduo ou ao serviço de saúde onde está arquivada a Ficha Individual de Vacinação, um documento em que conste:

  • a identificação do indivíduo;
  • o serviço onde foi administrada a vacina e o respectivo carimbo;
  • a vacina administrada;
  • a data de administração;
  • o nome comercial da vacina;
  • o lote;
  • a rubrica de quem administrou a vacina.Esta informação será posteriormente transcrita para a Ficha Individual de Vacinação